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	<title>2022 &#8211; Seminário São José de Faro</title>
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	<title>2022 &#8211; Seminário São José de Faro</title>
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		<title>Semana dos Seminários 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Seminário de São José da Diocese Algarve]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2022 13:45:09 +0000</pubDate>
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			<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">Mensagem e guião para a Semana dos Seminários 2022</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3658 size-medium alignleft" src="https://seminariodefaro.pt/wp-content/uploads/2022/10/llVaRRZY-222x300.jpeg" alt="" width="222" height="300" srcset="https://seminariodefaro.pt/wp-content/uploads/2022/10/llVaRRZY-222x300.jpeg 222w, https://seminariodefaro.pt/wp-content/uploads/2022/10/llVaRRZY-758x1024.jpeg 758w, https://seminariodefaro.pt/wp-content/uploads/2022/10/llVaRRZY-111x150.jpeg 111w, https://seminariodefaro.pt/wp-content/uploads/2022/10/llVaRRZY-768x1037.jpeg 768w, https://seminariodefaro.pt/wp-content/uploads/2022/10/llVaRRZY-1137x1536.jpeg 1137w, https://seminariodefaro.pt/wp-content/uploads/2022/10/llVaRRZY.jpeg 1500w" sizes="(max-width: 222px) 100vw, 222px" /></p>
<ol>
<li data-index="0">
<div id="pageContainer1" class="_page_1gl8y_100 " style="text-align: justify;" data-index="0">«Não te envergonhes de dar testemunho de Cristo» (cf. 2Tim1,8)ASemana dos Seminários deste ano tem como lemao apelo feito por são Paulo a Timóteo para que não se envergonhasse de dar testemunho de Nosso Senhor, nem dele próprio que estava na prisão. Estas palavras soam a incentivo de um verdadeiro guia espiritual, atento e preocupado com o percurso do seu discípulo, ao mesmo tempo que representam um reforço da confiança nas suas capacidades e no dom recebido de Deus. Para o Apóstolo, este apelo decorria da sua convicção de que Timóteo tinha uma «fé sem fingimento»,para a qual tinham contribuído a sua avó e a sua mãe.</div>
</li>
<li style="text-align: justify;" data-index="0">
<div id="pageContainer1" class="_page_1gl8y_100 " data-index="0">Com esta iniciativa, a Igreja pretende, hoje, apelar aos mais jovens para que sejam testemunhas alegres e corajosas de Jesus Cristo e do seu Evangelho. O Papa Francisco disse-o de forma clara e direta na Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Cristo Vive: «Jovens, não deixeis que o mundo vos arraste para partilhar apenas as coisas más e superficiais. Tornai-vos capazes de ir contra a corrente e partilhai Jesus, comunicai a fé que Ele vos ofereceu» (CV, 176). Afirmar a fé sem medo ou vergonha, dispor-se a levar a Palavra de Cristo a todos os lugares e ambientes, sendo missão de todos os cristãos, constitui um desafio dirigido especialmente aos jovens. Para alguns, a descoberta desta missão é de tal modo decisiva que se concretiza numa vocação de consagração de toda a vida.</div>
</li>
<li style="text-align: justify;" data-index="0">
<div id="pageContainer1" class="_page_1gl8y_100 " data-index="0">A Igreja deposita uma grande confiança nos mais jovens e o apelo a que sejam capazes de dar um testemunho alegre da fé assenta no reconhecimento das suas capacidades, energia, audácia e criatividade. A todos e cada um, Jesus Cristo, o grande amigo, chama a uma vocação e a alguns concede o dom do chamamento ao ministério ordenado. O fundamental é que nenhum deixe de se interrogar sobre a possibilidade desse caminho ou exclua essa hipótese. Esta questão vocacional assume, muitas vezes, a forma de inquietação interior que permanece até se resolver numa opção que pode ser a de entrar num Seminário.</div>
</li>
<li style="text-align: justify;" data-index="0">
<div id="pageContainer1" class="_page_1gl8y_100 " data-index="0">Neste tema tão importante para a vida da Igreja, os cristãos mantêm sempre a confiança de que Deus continua a chamar para a vida sacerdotal. Com o Papa Francisco, estamos convictos de que «o Senhor não pode faltar à sua promessa de que não deixará a Igreja privada dos pastores sem os quais não poderia viver nem realizar a sua missão. E se alguns sacerdotes não dão um bom testemunho, não é por isso que o Senhor deixará de chamar. Pelo contrário, Ele duplica a aposta porque não deixa de cuidar da sua amada Igreja» (CV, 275).</div>
</li>
<li style="text-align: justify;" data-index="0">
<div id="pageContainer1" class="_page_1gl8y_100 " data-index="0">Esta Semana é momento oportuno para que as Dioceses e Congregações Religiosas, o conjunto da Igreja e a sociedade tomem consciência da realidade atual dos Seminários. Em ambientes eclesiais e no espaço público é notória a falta de conhecimento e reconhecimento acerca da vida dos Seminários. Tantas vezes prevalecem as memórias do passado, os preconceitos, ideias feitas e suposições em detrimento do conhecimento real das pessoas, dos percursos formativos e das situações concretas. Podemos começar, desde logo, pela própria palavra«Seminário», muitas vezes reduzida à identificação de um edifício, esquecendo assim a comunidade humana e cristã que aí vive, constituída por aqueles que estão em caminho de discernimento e formação para o ministério sacerdotal e seus formadores.</div>
</li>
<li style="text-align: justify;" data-index="0">
<div id="pageContainer1" class="_page_1gl8y_100 " data-index="0">Esta é também ocasião propícia para manifestar confiança e apoio aos seminaristas, para que sejam fiéis e empenhados no caminho de seguimento e conformação com Cristo, Bom Pastor. As equipas formadoras merecem igualmente todo o reconhecimento pela sua dedicação nesta missão de grande responsabilidade. No atual contexto social e cultural, qualquer função educativa é exigente, mas a preparação dos padres do futuro, capazes de corresponder às necessidades de uma Igreja em renovação e de um mundo em mudança acelerada, não deixa de ser uma causa nobre e estimulante. Não se pode esquecer ainda o relevante contributo de tantas pessoas que têm parte ativa no processo formativo dos Seminários: professores, colaboradores vários, famílias, comunidades cristãs, incluindo o papel decisivo dos presbitérios.</div>
</li>
<li style="text-align: justify;" data-index="0">
<div id="pageContainer1" class="_page_1gl8y_100 " data-index="0">Queremos pedir que, durante esta Semana, os cristãos, na sua oração pessoal, familiar ou comunitária, rezem de forma mais intensa pelos seus Seminários, invocando o Senhor da messe para que mande operários para a sua messe. A oração não só exprime e reforça a comunhão com os Seminários como é uma forma insubstituível de ajuda espiritual. Além desta ajuda, os Seminários em geral carecem de maior apoio material. Confiamos na generosidade do Povo de Deus para com os Seminários que estão ao seu serviço.</div>
</li>
<li data-index="0">
<div id="pageContainer1" class="_page_1gl8y_100 " data-index="0">
<p style="text-align: justify;">Que Jesus Cristo, Bom Pastor,abençoe os nossos Seminários e todos os que deles fazem parte. E Maria, Mãe da Igreja e são José, padroeiro dos Seminários, os protejam com a sua intercessão.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>+António Augusto de Oliveira Azevedo</em><br />
Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios</p>
</div>
</li>
</ol>

		</div>
	</div>
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		<title>SEMANA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES 2022</title>
		<link>https://seminariodefaro.pt/semana-de-oracao-pelas-vocacoes-2022/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seminário de São José da Diocese Algarve]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 22:21:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Semana das Vocações]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[Semana]]></category>
		<category><![CDATA[vocações]]></category>
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			<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">Mensagem para a Semana das Vocações 2022</span></h2>
<p style="text-align: justify;">Queridos irmãos e irmãs!</p>
<p style="text-align: justify;">Nos dias que correm, enquanto continuam a soprar os ventos gélidos da guerra e da opressão e frequentemente testemunhamos fenómenos de polarização, prosseguimos como Igreja o processo sinodal iniciado: sentimos urgente necessidade de caminhar juntos cultivando as dimensões da escuta, participação e partilha. Juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade, queremos contribuir para <i>construir a família humana</i>, curar as suas feridas e projetá-la para um futuro melhor. Nesta perspetiva, para o LIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, desejo refletir convosco sobre o amplo significado da «vocação», no contexto duma Igreja sinodal que se coloca à escuta de Deus e do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Todos chamados a ser protagonistas da missão</i></p>
<p style="text-align: justify;">A sinodalidade, o caminhar juntos é uma vocação fundamental para a Igreja e, só neste horizonte, é possível descobrir e valorizar as diversas vocações, carismas e ministérios. Ao mesmo tempo, sabemos que a Igreja existe para evangelizar, saindo de si mesma e espalhando a semente do Evangelho na história. Ora esta missão é possível precisamente colocando em sinergia todas as áreas pastorais e, antes ainda, envolvendo todos os discípulos do Senhor. Com efeito, «em virtude do Batismo recebido, cada membro do Povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. <i>Mt</i> 28, 19). Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização» (Francisco, Exort. ap. <i><a href="https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html#Todos_somos_disc%C3%ADpulos_mission%C3%A1rios">Evangelii gaudium</a></i>, 120). É preciso acautelar-se da mentalidade que separa sacerdotes e leigos, considerando protagonistas os primeiros e executores os segundos, e levar por diante a missão cristã, conjuntamente, leigos e pastores como único Povo de Deus. Toda a Igreja é comunidade evangelizadora.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Chamados a ser guardiões uns dos outros e da criação</i></p>
<p style="text-align: justify;">A palavra «vocação» não deve ser entendida em sentido restrito, referindo-a apenas àqueles que seguem o Senhor pelo caminho duma consagração específica. Todos somos chamados a participar na missão de Cristo de reunir a humanidade dispersa e reconciliá-la com Deus. De modo mais geral, cada pessoa humana, antes ainda de viver o encontro com Cristo e abraçar a fé cristã, recebe com o dom da vida um chamamento fundamental: cada um de nós é uma criatura querida e amada por Deus, objeto dum pensamento único e especial d’Ele e somos chamados a desenvolver, ao longo da nossa vida, esta centelha divina que mora no coração de cada homem e mulher, contribuindo para fazer crescer uma humanidade animada pelo amor e mútuo acolhimento. Somos chamados a ser guardiões uns dos outros, a construir laços de concórdia e partilha, a curar as feridas da criação para que não seja destruída a sua beleza. Em suma, tornamo-nos uma família na maravilhosa casa comum da criação, na variedade harmoniosa dos seus elementos. Neste sentido amplo, não só os indivíduos mas também os povos, as comunidades e as agregações dos mais variados géneros têm uma «vocação».</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Chamados a acolher o olhar de Deus</i></p>
<p style="text-align: justify;">Nesta grande vocação comum, insere-se a chamada mais particular que Deus nos dirige, alcançando a nossa existência com o seu Amor e orientando-a para a sua meta definitiva, para uma plenitude que ultrapassa até mesmo o limiar da morte. Assim quis Deus olhar, e olha, para a nossa vida.</p>
<p style="text-align: justify;">As seguintes palavras são atribuídas a Miguel Ângelo Buonarroti: «No interior de cada bloco de pedra, há uma estátua, cabendo ao escultor a tarefa de a descobrir». Se tal pode ser o olhar do artista, com muito mais razão assim nos vê Deus: naquela jovem de Nazaré, viu a Mãe de Deus; no pescador Simão, filho de Jonas, viu Pedro, a rocha sobre a qual podia construir a sua Igreja; no publicano Levi, entreviu o apóstolo e o evangelista Mateus; em Saulo, cruel perseguidor dos cristãos, viu Paulo, o apóstolo dos gentios. O seu olhar de amor sempre nos alcança, toca, liberta e transforma, fazendo com que nos tornemos pessoas novas.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a dinâmica de cada vocação: somos alcançados pelo olhar de Deus, que nos chama. A vocação – como aliás a santidade – não é uma experiência extraordinária reservada a poucos. Tal como existem «os santos ao pé da porta» (Francisco, Exort. ap. <i><a href="https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html#Os_santos_ao_p%C3%A9_da_porta">Gaudete et exsultate</a></i>, 6-9), assim também a vocação é para todos, porque todos são olhados com amor e chamados por Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Diz um provérbio do Extremo Oriente: «Um sábio, ao olhar o ovo, sabe ver a águia; ao olhar a semente, vislumbra uma grande árvore; ao olhar um pecador, sabe entrever um santo». É assim que Deus nos olha: em cada um de nós, vê potencialidades, às vezes ignoradas por nós mesmos, e atua incansavelmente, ao longo da nossa vida, a fim de as podermos colocar ao serviço do bem comum.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim a vocação nasce, graças à arte do Escultor divino que, com as suas «mãos», nos faz sair de nós mesmos, para que se delineie em nós a obra-prima que somos chamados a ser. Particularmente capaz de nos purificar, iluminar e recriar é a Palavra de Deus, que nos liberta do egocentrismo. Coloquemo-nos, pois, à escuta da Palavra, para nos abrirmos à vocação que Deus nos confia! E aprendamos a escutar também os irmãos e irmãs na fé, porque nos seus conselhos e exemplo pode esconder-se a iniciativa de Deus, que nos indica estradas sempre novas a percorrer.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Chamados a responder ao olhar de Deus</i></p>
<p style="text-align: justify;">O olhar amoroso e criador de Deus alcançou-nos de forma singular em Jesus. Ao falar do jovem rico, o evangelista Marcos observa: «Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele» (10, 21). O mesmo olhar de Jesus, cheio de amor, pousa sobre cada um de nós. Irmãos e irmãs, deixemo-nos tocar por este olhar e ser levados por Ele para além de nós mesmos! E aprendamos também a olhar de tal modo um para o outro que as pessoas com quem vivemos e as que encontramos – sejam elas quem forem – possam sentir-se acolhidas e descobrir que há Alguém que as olha com amor, convidando-as a desenvolverem todas as suas potencialidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A nossa vida muda quando acolhemos este olhar. Tudo se torna um diálogo vocacional entre nós e o Senhor, mas também entre nós e os outros. Um diálogo que, vivido em profundidade, nos faz <i>tornar cada vez mais aquilo que somos</i>: na vocação ao sacerdócio ordenado, ser instrumento da graça e da misericórdia de Cristo; na vocação à vida consagrada, ser louvor de Deus e profecia de nova humanidade; na vocação ao matrimónio, ser dom mútuo e geradores e educadores da vida; em cada vocação e ministério na Igreja, em geral, que nos chama a olhar os outros e o mundo com os olhos de Deus, servir o bem e difundir o amor com as obras e as palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">A propósito, desejo mencionar aqui a experiência do Dr. José Gregório Hernández Cisneros. Quando trabalhava como médico em Caracas, na Venezuela, quis tornar-se irmão terceiro franciscano. Mais tarde, pensou em tornar-se monge e sacerdote, mas a saúde não lho permitiu. Compreendeu então que a sua vocação era precisamente a profissão médica, na qual se prodigalizou especialmente a favor dos pobres. E, sem reservas, dedicou-se aos doentes atingidos pela epidemia de gripe chamada «espanhola», que então alastrava pelo mundo. Morreu atropelado por um carro, ao sair duma farmácia aonde fora buscar remédios para uma idosa, sua paciente. Testemunha exemplar do que significa acolher a vocação do Senhor aderindo plenamente à mesma, foi beatificado há um ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Convocados para construir um mundo fraterno</i></p>
<p style="text-align: justify;">Como cristãos, não só somos chamados, isto é, interpelados cada qual pessoalmente por uma vocação, mas também <i>con-vocados</i>. Somos como os ladrilhos dum mosaico, belos já quando vistos um a um, mas só juntos é que formam uma imagem. Brilhamos, cada um e cada uma de nós, como uma estrela no coração de Deus e no firmamento do universo, mas somos chamados a compor constelações que orientem e iluminem o caminho da humanidade, a partir do ambiente onde vivemos. Tal é o mistério da Igreja: na convivência das diferenças, ela é sinal e instrumento daquilo a que toda a humanidade é chamada. Para isso, a Igreja deve tornar-se cada vez mais sinodal: capaz de caminhar unida na harmonia das diversidades, onde todos têm a sua própria contribuição para dar e podem participar ativamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, quando falamos de «vocação», não se trata apenas de escolher esta ou aquela forma de vida, votar a própria existência a um determinado ministério ou seguir o encanto do carisma duma família religiosa, dum movimento ou duma comunidade eclesial; mas trata-se sobretudo de realizar o sonho de Deus, o grande desígnio da fraternidade que Jesus tinha no coração quando pediu ao Pai «que todos sejam um só» (<i>Jo</i> 17, 21). Cada vocação na Igreja e, em sentido largo, também na sociedade, concorre para um objetivo comum: fazer ressoar entre os homens e as mulheres aquela harmonia dos múltiplos e variados dons que só o Espírito Santo sabe realizar. Sacerdotes, consagradas e consagrados, fiéis leigos, caminhemos e trabalhemos juntos, para testemunhar que uma grande família humana unida no amor não é uma utopia, mas o projeto para o qual Deus nos criou!</p>
<p style="text-align: justify;">Rezemos, irmãos e irmãs, para que o Povo de Deus, no meio das dramáticas vicissitudes da história, corresponda cada vez mais a esta vocação. Invoquemos a luz do Espírito Santo, para que cada um e cada uma de nós possa encontrar o respetivo lugar e dar o melhor de si neste grande desígnio!</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Roma, São João de Latrão, no IV Domingo de Páscoa, 8 de maio de 2022.</i></p>
<p><em><b>Francisco</b></em></p>

		</div>
	</div>
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